Preparar seus próprios incensos pode ser
uma atividade interessante e muito enriquecedora, pois estimula sua
criatividade, para além de libertá-lo de certos dogmas
reducionistas. Se o Mago é VOCÊ, naturalmente, SUAS preferências
pessoais precisam e DEVEM ser levadas em consideração.
De outra forma acabará se transformando num mero repetidor de
fórmulas alheias... Não queremos isso, não é?
Portanto, crie, inove, experimente!!! Saiba que dentro das chamadas “correspondências”,
há um enorme espaço para, digamos, “expressar sua
PERSONALIDADE”. Acredite, isso fará uma enorme diferença
em qualquer ritual conduzido por você.
Quanto aos utensílios da sua “cozinha de incensos”,
nada de muito especial... Comece por reservar um “cantinho” só para
isso, em sua própria cozinha. Arranje um lugar num dos armários,
para seu “equipamento”. Não ocupará tanto
espaço assim... Providencie caderno e lápis para suas
observações pessoais sobre cada ingrediente e ANOTE as
proporções que você usou. Isso é fundamental.
Para a mistura dos ingredientes precisará ainda de um jogo de
colheres-medida, daquelas graduadas (são facilmente encontradas
no comércio), uma colherinha bem pequenina, do tipo que se usa
para mostarda, um bom ralo, tigelas de louça ou vidro, colheres
de pau e frascos com tampa para as essências e resinas. Lembre-se
de lavar seus utensílios, cuidadosamente, após cada operação,
para se livrar dos resíduos. Não queremos “misturar” o
novo incenso com o anterior, não é?
Se optar por fazer estoques de ingredientes (é o mais indicado),
promova uma “sessão de testes” com os mesmos, a
fim de verificar se realmente possuem as qualidades exigidas. A operação é simples:
queime uma minúscula quantidade do ingrediente a ser testado
sobre carvão, dirigindo a fumaça para suas narinas com
as mãos. Comece sempre com o mínimo e depois vá aumentando
gradativamente. ANOTE a quantidade ideal em seu caderno. Você logo
perceberá, que algumas substâncias produzem aromas fortíssimos
a partir do mínimo, enquanto que outras precisam de quantidade
muito maiores para produzir o mesmo efeito. Isso ajudará a verificar
a “força” dos ingredientes, quando posteriormente
for preparar seus incensos.
ANOTE EM NO CADERNO SUAS SENSAÇÕES!!!! Por exemplo: tal
aroma é leve? Pesado? Quente? Sensual? Delicado? Rico? Acre?
Cítrico? Definitivamente desagradável ou mal cheiroso?
E assim por diante, está bem? Esta prática logo se mostrará utilíssima.
Lembre-se que o importante será a SUA RESPOSTA PESSOAL, uma
vez que dificilmente duas pessoas reagirão da mesma forma a
um aroma. Ao fazer estas experiências, não deixe de fora
as ervas e especiarias usadas em sua própria cozinha. Teste
o orégano, o cravo-da-índia, a pimenta-da-jamaica, o
alecrim, a mangerona, a canela em pau e assim por diante.
É claro que você sempre poderá comprar incensos
já prontos em lojas especializadas e, neste caso, pode se informar
também sobre um bom fornecedor de ingredientes. Entretanto,
nem tudo você precisará comprar. Uma boa dica é estocar,
depois de secar e moer, cascas, sementes de frutas e outros vegetais
(como ervas da sua própria cozinha) para usá-los, mais
tarde, na confecção dos seus próprios incensos.
Obviamente seria mais interessante usar ingredientes naturais, mas
alguns deles são absurdamente caros (principalmente certas essências)
e não há razão para não se usar o similar
sintético. Os tempos mudaram... Mude com eles.
Listar todos os ingredientes possíveis escapa aos objetivos
de uma página como esta. Entretanto, reuni aqui boa parte dos
mais usados, acompanhados de uma breve explicação. ENTRE
AQUI.