BOTTICELLI - 1482 - ATHENA E O CENTAURO (PALLAS ATHENA "HUMANIZA" O CENTAURO ATRAVÉS DO "TOQUE", A SABEDORIA.

INGREDIENTES VI

MIRRA
É um dos mais conhecidos perfumes, talvez tanto quanto o olíbano, com o qual é freqüentemente associado. É constantemente mencionada na Bíblia e, provavelmente existiam muitas espécies, sendo uma delas, a Balsamodendron myrra. Encontrada na Arábia, era muito empregada em embalsamamentos, bem como na confecção de perfumes e incensos, o que sugere sua correspondência com Saturno.A MIRRA é a designação comum a algumas espécies do gênero Commiphora, da família. das burseráceas, cuja casca exsuda resina aromática usada desde a Antiguidade como incenso, mas também como substância medicinal. Já foi considerado um bem raro e valioso. Trata-se de um arbusto de até 3 m (Commiphora myrrha), nativo do Nordeste da África à Arábia, principal fonte da resina, de tronco grosso e ramos irregulares, nodosos e espinhosos, folhas simples ou trifolioladas e frutos mínimos, ovóides e pardos. A resina dessas plantas, de aroma agradável e gosto amargo, varia do amarelo ao castanho-avermelhado, tem propriedades adstringentes, anti-sépticas e carminativas leves. Além de usada como incenso, é empregada como ingrediente em dentifrícios, perfumes, tônicos e outras preparações farmacêuticas. Por exemplo, o bdélio. Óleo, essencial destilado dessa resina e usado em perfumaria.

MURTA
Planta de verde brilhante, que contrasta lindamente com o branco prateado de seus cachos de flores, de aroma extremamente agradável. A Murta, Myrtus communis, ainda é usada como especiaria e a planta seca é usada na perfumaria.

NARDO
Perfume famosíssimo no Oriente e bastante caro, considerado “precioso”. “Nardo” é seu nome hebraico e o grego nardos (nardostchys) significa “espiga de trigo”, devido à forma de suas flores. De um único pedúnculo partem inúmeros cachos de flores, que lhes confere o aspecto semelhante ao da “cauda de arminho”.
Normalmente, se aceita que a variedade mais valiosa é aquela de origem indiana, Sinbul Hindhi, um ungüento vermelho vivo de aroma extremamente agradável. A palavra “ungüento” é incidentalmente aplicada a várias preparações de óleos e perfumes e relaciona-se também à composição de “pomadas” medicinais.
O nardo foi muito usado na unção da cabeça, principalmente entre os romanos.

NOZ MOSCADA E FLOR DE NOZ MOSCADA
É a parte central da semente da árvore-sempre-verde, Myristica fragans, nativa das Ilhas Molucas. Tanto a noz, como seu invólucro secundário, conhecido como Flor-de-noz-moscada, são usados na culinária

OLÍBANO
Com certeza uma das mais famosas e populares resinas do mundo. É associado à santidade. A resina é obtida através da retirada de uma fina camada da casca da árvore, feito lentamente, de modo que a resina flui da madeira que está sob a casca. Pertence á família das Burceraceae e à espécie Boswellia thurifera, nativa na África, índia e Arábia. O libanum dos antigos é o próprio olíbano, bem como o hebraico lebonah. Nem sempre este ingrediente aparece sob este nome numa receita de incenso, pois é também chamado de Frankincenso ou Goma de Thus. O olíbano é uma resina que pode perfeitamente substituir qualquer outra resina ou goma. Além disso, pode ser usado em qualquer ritual ou invocação. É um ingrediente muito versátil e devemos ter sempre um bom estoque do mesmo.

OLIVEIRA
É um símbolo de confiança e misericórdia. Diz-se que produz o melhor tipo de óleo quando os frutos são colhidos cuidadosamente e descaroçados à mão, antes que estejam inteiramente maduros. E não quando atirados à prensa. O óleo assim obtido era chamado Omphacinum ou “óleo de olivas verde” e ainda “óleo pisado” ou óleo fresco”. A denominação “pisado” provém do fato de que, algumas vezes o óleo era obtido através da pisadura. O óleo mais refinado era empregado como base dos óleos santos, sendo preparado com especiarias aromáticas. Esse óleo era também atribuído a Palas Athena, deusa da sabedoria.

ONICHA
Significa “unha” ou “garra”. É um dos ingredientes do Incenso sagrado do Êxodo e subentende-se que seja um opérculo córneo ou concha de alguma espécie de marisco. Em latim é chamado de Ungala aromática ou Unguis oderatos. Segundo Discórides, “é a concha de um marisco, semelhante a um maricídio, encontrado nos lagos de nardo da Índia, e que exala um odor adocicado, pois se alimenta de nardo. É melhor comprar aquele proveniente do Mar Vermelho, branco e oleoso. Aquele enegrecido, de fora da Babilônia, é queimado por seu odor adocicado”. Porém, no caso da Onicha, há controvérsias.... Maimônides afirmava que “Onicha” era a unha ou“concha” que os sacerdotes mergulhavam no perfume. Outro ponto de vista diferente deste afirma que a Onicha é um cisto, Cistus Landaniferuso, que produz uma goma denominada Ládano. Como afinal, a palavra grega “Onycha” significa “unha” ou garra, sugere-se que as marcas provavelmente originaram o nome, enquanto que outros estudiosos ainda sugerem que a tal “onicha” do incenso sagrado o Êxodo pode ter derivado de Styrax, Estoraque.

OPOPONÁCEAS
Designação comum às plantas do gênero Opopanax, da família das umbelíferas, que reúne três espécies nativas, dos Bálcãs ao Irã.
A goma-resina extraída das suas raízes é usada em perfumaria e no fabrico de bálsamos.
Conhecida também como "Opopânax".
Etimologicamente deriva do latim, opopànáx, àcis 'que é relativo à resina retirada da planta' e este do grego "opopánaks",akos com idêntico significado.

PATCHOULI
Erva (Pogostemon heyneanus) da família. das labiadas, nativa da Índia, de folhas opostas e de onde se extrai óleo volátil, bastante aromático, usado em perfumaria. A espécie já foi denominada como Pogostemon patchouly. Engloba o capim-limão (Andropogon schoenanthus), e o capim-vetiver (Vetiveria zizanioides) quando se fala do perfume destas plantas. A palavra vem do inglês, patchouli, antes patch leaf, este proveniente. do bengali páchapát, mesmo sentido do tamil pacculi; segundo TLF a forma moderna do inglês teria sofrido influência do francês, patchouli.

PIMENTA
Trepadeira das Índias Ocidentais, a Piper nigrum. A pimenta do Reino Preta é produzida através da colheita dos frutos ainda verdes, que depois são moídos. A pimenta branca é obtida quando se colhem os frutos já maduros e vermelhos. A pimenta-de-caiena, extremamente quente, é preparada a partir dos frutos de uma variedade da região tropical americana, a Capsicum fastigiatum.

 
 
 
©Sister Tweety

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