Considerado
o mais sagrado de todos os incensos, o Kyphi era composto por “dezesseis
ingredientes”, segundo o relato de Plutarco, que assim o descrevia:
“
O incenso tem dezesseis ingredientes, número que constitui o quadrado
de um quadrado e tais ingredientes são coisas que à noite,
deliciam. Tem o poder de adormecer as pessoas, iluminar os sonhos e relaxar
as tensões diárias, trazendo calma e quietude àqueles
que o respiram”. Até onde sabemos, na sua manufatura, os sacerdotes empregavam
mel, vinho, passas, junco doce, mirra, olíbano, séseli,
cálamo, betume, labaça, (Rumex conglomeratus, canela,
aloés lenhoso, e raiz de íris. Os ingredientes eram misturados
num ritual secreto, ritual este, acompanhado pela entoação
de textos sagrados. Seu significado permanece misterioso, porém,
tinha a ver com a “Ordem e Harmonia” universais.
Contudo, hoje em dia, você verá muitas fórmulas
diferentes para o “Kyphi”. Naturalmente, serão apenas
aproximações do original e, dificilmente, dois ocultistas
o prepararão exatamente da mesma maneira. Alguns dos ingredientes
não são encontrados com facilidade e acabam substituídos
por similares. Entretanto, a base deste incenso é o Olíbano,
cuja resina, os antigos egípcios extraíam da árvore
Boswellia thurifera, com cuidados rituais e cerimoniais, pois que a
consideravam sagrada.