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OCULTISTAS
FAMOSOS
![]() Este
desenho da Cabra Sabática (que Eliphas Lévi
identificou como o Baphomet, ídolo supostamente adorado pelos Cavaleiros
Templários ) pode ser interpretato em três níveis. No
primeiro deles poderá ser visto como o Diabo tradicional, judaico-cristão,
criatura ligeiramente cômica e, ao mesmo
tempo, horripilante. Num segundo nível representará, talvez, a sexualidade
masculina, da qual Lévi só falava mediante alusões.
No terceiro, o próprio Lévi
escreveu que " todos os iniciados nas ciências ocultas...
adorarão
sempre o que representa este símbolo". Trata-se de uma representação
da Luz
Astral, o meio imponderável cuja
existência permite explicar muitos fenômenos ocultos. ( A Cabra
Sabática,
gravura de Eliphas Lévi, Magia Transcendental, edição
de 1896)
ÉLIPHAS LÉVI - Parte IV Muitas
das " pesquisas históricas" encontradas
na obra de Éliphas Lévi são bastante discutíveis, contudo,
boa parte de suas teorias sobre o "modus operandi" da Magia conta
até hoje com muitos admiradores fieis. De
acordo com Lévi, três dogmas fundamentais da Alta Magia, por
si só, explicam todos os fenômenos da existência. Aliás,
Lévi deixa bem claro seu conceito de sobrenatural. "O sobrenatural,
se acontecer será algo gravíssimo e realmente demoníaco" pois
seria como "subverter" a Natureza, já que a verdadeira Magia é pró Natura,
portanto inteiramente "natural... O
elo de ligação entre
estas duas esferas, a grande e a pequena, seria a luz
astral, substância invisível, assim chamada
por falta de nome mais específico, que é onipresente e cuja existência
fundamenta o segundo dogma de Lévi. A Luz Astral relaciona-se intimamente
com a matéria, pois cada objeto físico possuiria um "duplo
astral", de certa forma, ligado ao seu seu correlato material. Lévi
acreditava (assim como várias outras vertentes do ocultismo) que seria
o mundo material a refletir o Astral, e não o contrário. E seria
por conta disso, que a manipulação da Luz Astral, permitiria
ao magista influenciar tanto o universo físico, como até mesmo
interferir na vida pessoal (ou nas percepções)
de seus semelhantes.
Sempre
que leio o Eliphas Lévi, não deixo de sentir
uma certa pena. Ele viveu em pleno Romantismo, o qual muitas vezes "empurrou-o" em
direção a determinadas atitudes que, talvez, nem mesmo fossem
do seu inteiro agrado. Suas dificuldades financeiras, certamente, também
contribuiram para algumas destas situações. Éliphas levava uma vida bastante simples. Suas regras eram: "grande calma de espírito, asseio corporal, temperatura sempre igual, de preferência um pouco mais fria do que quente, uma habitação arejada e bem seca, onde nada lembre as necessidades grosseiras da vida, refeições regulares e proporcionais ao apetite, que deverá ficar satisfeito e não excitado. Deixar o trabalho antes do cansaço, praticar exercícios moderados e regulados ejamais aquecer-se ou excitar-se à noite, para que a maior calma preceda o sono. Com uma vida regulada assim, pode-se prevenir todas as doenças, que se apresentam sempre sob a forma de indisposições, fáceis de combater com remédios simples e brandos... uma xícara de vinho quente para o enfraquecimento e o resfriado, alguns copos de hidromel! como purgativo, infusão de borragem e leite para a gripe, muita paciência e alegria farão o resto". Muitas
vezes foi acusado de não
entender, ou mesmo "distorcer" a
Tradição Mística do Ocidente.
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