Relatos antigos dão conta de que certas aromas
têm o “poder de agregar”, reunir, ao passo que outras,
o “poder de afastar”, separar...
Além do mais, certos incensos são “ativos” e,
portanto, “comandantes”. Estes são usados por ocultistas
que trabalham sob poder da Vontade.
Já outros incensos são do tipo “passivo” e,
portanto têm a propriedade de “abrir” a pessoa que
os emprega, tornando-a numa espécie de “canal” para
a atuação da força invocada. Saiba que as varetas
de incenso indianas, quase sempre são deste segundo tipo.
É preciso prestar atenção a este detalhe, pois
resultados desastrosos podem advir da inexperiência de certos “aprendizes
de feiticeiro...” É exatamente por isso que certas escolas
ou grupos ocultistas seguem a Tradição de submeter seus
neófitos a longos treinamentos de caráter, antes de permitir
que se aventurem a determinadas experiências.
Eu explico: se você pretende se tornar um canal, é necessário
que esteja (relativamente) descontaminado. Geralmente, as forças
invocadas têm aspecto dual e se o “canal” não
estiver, digamos, em forma, estas forças não se manifestarão
sob sua forma mais pura ou elevada. Por exemplo: Um pessoa de temperamento
agressivo, ao invocar uma força de Marte, terá uma tendência
maior de responder ao lado destrutivo e, portanto, “não
bom” deste planeta. Dificilmente alguém assim estaria
apto a canalizar os aspectos construtivos ou positivos das forças
marcianas. Afinal, quem seria tolo o bastante, para voluntariamente
tornar uma canal para forças cuja verdadeira natureza é contaminante?
Seria dominado e utilizado em lugar de utilizar e dominar...
É também por isso que a maioria dos ocultistas experientes
desaprova a adição de substancias alucinógenas
em seus preparados. Podem exigir mais do que se tem para trocar...
Principalmente se acrescentados a incensos utilizados em trabalhos
coletivos.Essa prática, principalmente se utilizada sem o conhecimento
e consentimento do grupo (aliás, prática definitivamente
ruim) acabará expondo os elos mais fracos de uma corrente. Às
vezes, os mais insuspeitos...