A TRANSFIGURAÇÃO, ÓLEO SOBRE MADEIRA, RAFFAELLO (1483-1520) PINACOTECA VATICANA, VATICANO. QUADRO UM BOCADO ESTRANHO... OBSERVE COM ATENÇÃO.
 
ORIENTAÇÃO PRÁTICKA PARA O USO DOS INCENSOS II
Relatos antigos dão conta de que certas aromas têm o “poder de agregar”, reunir, ao passo que outras, o “poder de afastar”, separar...
Além do mais, certos incensos são “ativos” e, portanto, “comandantes”. Estes são usados por ocultistas que trabalham sob poder da Vontade.
Já outros incensos são do tipo “passivo” e, portanto têm a propriedade de “abrir” a pessoa que os emprega, tornando-a numa espécie de “canal” para a atuação da força invocada. Saiba que as varetas de incenso indianas, quase sempre são deste segundo tipo.

É preciso prestar atenção a este detalhe, pois resultados desastrosos podem advir da inexperiência de certos “aprendizes de feiticeiro...” É exatamente por isso que certas escolas ou grupos ocultistas seguem a Tradição de submeter seus neófitos a longos treinamentos de caráter, antes de permitir que se aventurem a determinadas experiências.

Eu explico: se você pretende se tornar um canal, é necessário que esteja (relativamente) descontaminado. Geralmente, as forças invocadas têm aspecto dual e se o “canal” não estiver, digamos, em forma, estas forças não se manifestarão sob sua forma mais pura ou elevada. Por exemplo: Um pessoa de temperamento agressivo, ao invocar uma força de Marte, terá uma tendência maior de responder ao lado destrutivo e, portanto, “não bom” deste planeta. Dificilmente alguém assim estaria apto a canalizar os aspectos construtivos ou positivos das forças marcianas. Afinal, quem seria tolo o bastante, para voluntariamente tornar uma canal para forças cuja verdadeira natureza é contaminante? Seria dominado e utilizado em lugar de utilizar e dominar...

É também por isso que a maioria dos ocultistas experientes desaprova a adição de substancias alucinógenas em seus preparados. Podem exigir mais do que se tem para trocar... Principalmente se acrescentados a incensos utilizados em trabalhos coletivos.Essa prática, principalmente se utilizada sem o conhecimento e consentimento do grupo (aliás, prática definitivamente ruim) acabará expondo os elos mais fracos de uma corrente. Às vezes, os mais insuspeitos...

 
 
 
©Sister Tweety

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